O enviado especial do Presidente norte-americano para a Região dos Grandes Lagos, Massad Boulos, destacou, terça-feira, os esforços da mediação do Presidente João Lourenço para a paz e segurança no Leste da República Democrática do Congo (RDC).
Massad Boulos, que também é conselheiro senior dos Estados Unidos para os Assuntos Árabes e do Médio Oriente, realçou o facto durante uma longa conversa por telefone com o ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, com quem analisou as relações bilaterais e questões de carácter regional e internacional.
Relativamente à situação na RDC, Boulos enfatizou os esforços da mediação do Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África. De acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, no plano bilateral, o ministro Téte António e o enviado de Donald Trump defenderam o incremento das trocas de visitas ao mais alto nível entre os dois países.
O chefe da diplomacia angolana e o conselheiro norte-americano analisaram o aprofundamento das relações bilaterais, com destaque para os domínios da vida política, diplomática, económica e comercial.
Os dois interlocutores referiram-se, igualmente, à importância do Corredor do Lobito, uma rota de transporte estratégica que liga o interior africano, incluindo a República Democrática do Congo e a Zâmbia, ao Oceano Atlântico, através do Porto do Lobito, em Angola. O conselheiro Massad Boulos foi nomeado pelo Presidente Donald Trump como enviado especial dos Estados Unidos para a Região dos Grandes Lagos, uma área da África Central que inclui países como a RDC, Burundi, Uganda, Rwanda e Tanzânia.
Uma das funções de Massad Boulos é a da coordenação de esforços dos EUA na promoção da paz e segurança na região, além de facilitar o diálogo entre os países e também com as diferentes organizações internacionais.
A política externa dos Estados Unidos da América na Região dos Grandes Lagos tem sido influenciada por uma série de factores, que inclui interesses geopolíticos, segurança regional, direitos humanos e recursos naturais. A Região dos Grandes Lagos tem sido marcada por conflitos e instabilidade, e os EUA, ao longo de décadas, têm procurado equilibrar os seus interesses estratégicos e promover a paz e a segurança.